|
Depois de na véspera a equipa do CAB de Grândola ter ido a Palmela defrontar a equipa do Juventude de Palmela num jogo correspondente à primeira jornada do Torneio Aberto Complementar de sub-14, que se saldou numa derrota para as nossas cores (62-47), seguiu-se no domingo, 21 de Fevereiro, outro jogo, desta vez contra o Galitos FC. A equipa dos Javalis apresentou-se perante os seus adeptos, que acorreram ao Complexo Municipal José Afonso, com os seguintes dez elementos: André Costa (2), André Parreira (3), Daniel Sobral (8), Diogo Lúcio, Eduardo Figueira (2), Gonçalo Naves (42), Miguel Sousa (8), Rohan Raicar, Sérgio Pereira e Victor Zlatior (2), liderados pela equipa técnica composta por Carlos Alves e Mário Sobral. Iniciado o jogo, o quinteto inicial dos Javalis, formado por André Costa, André Parreira, Daniel, Diogo e Miguel, revelou dificuldades em penetrar no “garrafão” e quando o conseguiam não tinham espaço para atirar ao cesto da melhor forma. As defesas de ambas as equipas sobrepunham-se aos ataques contrários, que se revelavam lentos. Quando a equipa técnica dos Galitos solicita o seu primeiro time-out, iam decorridos 3 minutos de jogo, os Javalis venciam por 2-0. Os jovens do Galitos reagiram bem e faltando 2:23 minutos para o termo foi a vez dos Javalis solicitarem um time-out, já que a equipa não concretizava as suas escassas oportunidades. Chegou-se assim ao final deste parco primeiro quarto com o marcador favorável aos forasteiros por 8-7. Rodando totalmente a equipa entramos naquele que viria a ser o período mais desequilibrado do jogo. Mercê das iniciativas individuais (por vezes excessivas) de Gonçalo, os Javalis passam para a dianteira do marcador. Com dois jogadores, claramente mais altos, Eduardo e Gonçalo, o jogo junto às tabelas é-nos mais favorável e desta forma chega-se ao final deste segundo quarto com um parcial favorável de 17 – 9, em que Gonçalo se destaca ao concretizar 15 pontos. Após o descanso a equipa dos Javalis entrou em campo com os seguintes elementos: Daniel, Gonçalo, Diogo, Sérgio e Rohan. Foram os melhores 10 minutos para a nossa equipa, em que houve mais trocas de bolas, maior rapidez na transição defesa-ataque, e a concretização foi mais eficaz. Sensivelmente a meio do período saíram, primeiro Rohan e depois Diogo, que foram substituídos respectivamente por Victor e Miguel. A 3:43 minutos do término há um time-out solicitado pelo coach dos Galitos quando o resultado parcial se encontrava em 10-8 a favor dos Javalis. A partir daí os nossos atletas marcam 12 pontos de rajada sentenciando o encontro já que este quarto terminaria com um parcial favorável de 22-12. No último período alinharam de início pelos Javalis: André Costa, Eduardo, Gonçalo, Miguel e Sérgio. Neste período, Gonçalo voltou a destacar-se na concretização. Foi um período em que se efectuaram várias substituições em ambas as equipas, em especial por parte dos Javalis. Registou-se algum equilíbrio no jogo que se veio a traduzir no final por um parcial de 21-19 a favor dos anfitriões. Terminou assim o encontro com uma vitória expressiva do CAB de Grândola por 67-48. Pelos Javalis há a destacar, em termos individuais, a prestação de Gonçalo que averbou 42 pontos, facto notável, se bem que no segundo quarto de jogo houve situações em que podia ter passado a bola a companheiros melhor colocados para concretizar. No que respeita ao colectivo, nota-se organização na manobra da equipa, cada jogador sabe qual a sua função no campo. Há a destacar, pela negativa, o elevado número de lances livres não concretizados. Pelas nossas contas, concretizaram-se apenas 11 das 34 tentativas que dispusemos, o que significa um aproveitamento percentual de cerca de 33% se bem que os nossos adversários, que tiveram o mesmo número tentativas, apenas tenham concretizado 7. Haverá que continuar a trabalhar nos treinos este e outros aspectos do jogo tais como a finalização e o passe dentro do “garrafão”, a tendência que alguns atletas ainda têm de dar passos com a bola na mão o que se traduziu em turnovers assim como as desmarcações aquando da reposição da bola em jogo. É ainda de realçar o esforço que os atletas de ambas as equipas fizeram ao disputarem dois jogos em dias consecutivos e que é de evitar nesta faixa etária. A arbitragem não teve uma tarefa fácil se tivermos em conta o número de faltas apitadas e embora algumas tivessem ficado por apitar, denotaram imparcialidade nos seus julgamentos. Fernando Costa
|