Javalis iniciam Vale do Tejo com derrota PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

  

 

 

Local : Pavilhão Municipal de Santiago do Cacém

Data / Hora : 06 Março 2010  / 15:00 h

Torneio do Vale do Tejo Sub 16 M – Fase Regular – Série A     

 

CAB Grândola  65 – C D Pinhalnovense  88  

 

Teve início este fim de semana o Torneio Vale do Tejo Sub 16 Masculinos, no qual participam os nossos Javalis, fruto do bom trabalho desenvolvido no início da época, com a subida ao Grupo A do distrito de Setúbal. Embora não tenham corrido bem os embates com as fortes equipas do Grupo A (como aliás era esperado), a sua presença neste forte Grupo bastou para conseguir o apuramento para o Torneio do Vale do Tejo.   

De referir que o Torneio do Vale do Tejo é bastante disputado e concorrido, com 18 equipas divididas em duas séries de 9. O CAB Grândola está inserido na Série A, da qual fazem parte também o Bairro do Bacêlo, a AJ de Estremoz, os Belenenses, o Pinhalnovense, o CN Abrantes, o Eléctrico FC, o Montijo Basket e o Cruz Quebradense. 

Coube-nos a forte equipa do Clube Desportivo Pinhalnovense como adversário logo na primeira jornada. Refira-se que esta equipa esteve no Final Four do distrito, revelando-se portanto como uma das quatro mais fortes de Setúbal, a par do Barreirense, Seixal e Basket Almada. Independentemente deste facto aquilo que todos nós ainda tínhamos bem presente nas nossas retinas foi o excelente desempenho dos nossos Javalis com esta equipa em Pinhal Novo, encontro que perdemos por escassa margem a poucos instantes do final. 

Este Sábado, porém, a história foi outra. Se quisermos resumir o jogo em duas palavras poderíamos dizer que tivemos em jogo dois CAB’s. Na primeira metade do encontro (1º e 2º tempos) esteve presente um CAB adormecido, sem perceber bem o que se estava a passar; um CAB algo trôpego e sem a habitual garra que é a sua principal imagem de marca. Na segunda parte (3º e 4º períodos) entrou um outro CAB no jogo; um CAB que sabia o que queria; o CAB “raçudo” a que todos nós estamos habituados; o verdadeiro CAB enfim surgiu após o intervalo. 

A história acima contada traduziu-se obviamente nos números do jogo. A primeira metade do encontro perdemos por 19-43, enquanto a segunda metade vencemos por 46-45. 

De salientar a primeira participação do jovem (iniciado de 2º ano) Daniel Sobral na equipa de Sub 16, antecipando, por assim dizer a subida de escalão, atendendo ao excelente desempenho que vem mostrando na equipa de Sub 14. Participaram também o Sérgio Carmo, o Carlos Pfumo, o Rui Mira, o José Coelho, o Guilherme Lourenço, o Simão Lobato, o Gonçalo Naves, o Miguel Mourão e o Daniel Jerónimo. 

Iniciaram o embate o Carlos Pfumo, o Rui Mira, o José Coelho, o Simão Lobato e o Gonçalo Naves. Foi um período para esquecer (ou melhor, para não esquecer !). A nossa equipa perdeu muitos ressaltos, quer defensivos quer ofensivos; não conseguíamos ser consequentes nas jogadas construídas; falhámos vários passes no meio campo adversário mas, mais importante que tudo, não estávamos em campo; tínhamos nitidamente a cabeça fora do jogo. Não é pois de estranhar o parcial de 8-22 com que terminou o 1º tempo. O segundo tempo foi muito idêntico ao primeiro. Continuámos algo apáticos; os gigantes do Pinhalnovo aproveitaram a nossa fraqueza anímica para dilatar ainda mais o marcador. Terminámos o 2º parcial com 11-22 e fomos para intervalo com uma desvantagem de 19-43, comprometendo irremediavelmente o desfecho da partida. 

Os 10 minutos de duração deste intervalo foram muito importantes para a equipa reflectir. A mensagem da equipa técnica (Timóteo e Carlos) e os incentivos da assistência foram decisivos para que se desse a reviravolta mental dos nossos Javalis. 

A segunda parte foi disputada de igual para igual. Estes sim são os Javalis bravos e “raçudos” que todos conhecemos. O desempenho nos ressaltos foi bastante melhor; a construção de jogadas ofensivas foi consequente, com os postes a rodarem muito bem e a baralharem por completo os atletas do Pinhal Novo. Até a concretização de lances livres foi bastante mais eficaz. Aproveitámos o 3º e 4º tempos para dar mais minutos de jogo aos atletas normalmente menos utilizados, que por sinal deram muito bem conta das suas funções. Terminámos o 3º parcial com desvantagem mínima (19-22). No derradeiro tempo apurámos ainda mais a concentração que em boa hora trouxemos do intervalo. As perdas de bola foram mínimas, os ganhos nos ressaltos continuaram a muito bom nível (tanto que a dada altura tínhamos dois javalis – Gonçalo e Rui - agarrados à bola como carraças, sem se aperceberem bem do que se estava a passar !); as entradas ao cesto ganharam bastante eficácia. O corolário deste crescendo de concentração e garra foi uma vitória (27-23) no parcial. 

Pena que a primeira metade tivesse comprometido o resultado final, pois caso contrário teríamos assistido a uma partida bastante equilibrada. Ficou provado que, quando queremos conseguimos bater-nos com equipas com potencial (teoricamente) mais elevado. Há que manter sempre elevados níveis de concentração. Há que jogar sempre com garra e vontade de ganhar ! Que isto nos sirva de lição para as difíceis partidas que iremos ter; a começar já com o CN Abrantes, a 13 de Março.  

Força Javalis !   

 

Estatísticas 

Simão Lobato                     9  pontos;     4 faltas

Gonçalo Naves                  19  pontos;     3 faltas

José Coelho                      25  pontos;     5 faltas

Daniel Jerónimo                   0  pontos;     0 faltas

Guilherme Lourenço              1  ponto;      2 faltas

Sérgio Carmo                      0  pontos;     1 falta

Miguel Mourão                    0  pontos;      0 faltas

Carlos Pfumo                      4 pontos;       2 faltas

Rui Mira                             7 pontos;       4 faltas

Daniel Sobral                      0 pontos;       0 faltas   

 

Fernando Naves, 07 de Março de 2010

 

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